Ecobags com tiras de sacolas plásticas
O movimento dos “crocheteiros verdes” produz ecobags de crochê supercoloridas utilizando agulhas e tiras feitas de sacolas plásticas usadas
Há algo de novo na "ecosfera" das sacolas plásticas. É o movimento dos "crocheteiros verdes", que usam tiras do plástico das sacolas para fazer ecobags de crochê. A técnica é a mesma usada no trabalho manual com linha, mas tem seus macetes: "Prefira uma agulha com gancho grande. Se utilizar um plástico mais rígido, faça tiras maiores. Se for mais frágil, menores", orienta a norte-americana conhecida apenas como Cindy, autora do myrecycledbags.com.
Além de resistentes, as sacolas (e bolsas, por que não?) desse material são versáteis, como comprova outra adepta, a brasileira Marisa Miani. "Um nova-iorquino mandou colocar alças de couro nas bolsas que encomendou comigo. Ficaram lindas!", conta a dona do blog euquefiz-vovobaisa.blogspot.com. A belezura, no entanto, não basta para fazer de você um consumidor consciente e na moda.
Em pesquisa realizada por uma rede de TV norte-americana, a infectologista Michelle Barron, da Universidade do Colorado, analisou ecobags de diversos materiais e constatou que mais da metade estava repleta de bactérias de risco considerável ou elevado. Mas nada de pânico. Basta não misturar alimentos (carnes com verduras ou frutas) e lavar a sacola após o uso com água e alvejante ou somente água quente, secando-a ao sol.
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Os consumidores vêm se conscientizando cada vez mais com relação às mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e as más condições de trabalho no setor têxtil, especialmente na Ásia.
Alguns processos convencionais como a limpeza de lã, o curtimento e descoramento de couros e o tingimento e estampamento de tecidos consomem grandes quantidades de água, energia ou substâncias químicas tóxicas, além de emitir efluentes.
Lucas Assunção, da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), disse que a indústria da moda vem respondendo à demanda por moda ecologicamente sustentável e fibras naturais que sejam belas.
Hoje a moda ecológica atrai entre R$ 270 milhões (US$ 150 milhões) e R$ 362 milhões (US$ 200 milhões) em vendas por ano, o que para ele representa "uma parcela cada vez mais importante do mercado.
A estilista britânica Sarah Ratty, da Ciel, usa tecidos feitos de fibras naturais ou produzidos de maneira ambientalmente correta, muitos dos quais ainda não chegaram ao conhecimento da maioria dos consumidores.
- Quando pensam em moda verde, muitas pessoas pensam apenas em algodão orgânico.
Mas há muitas outras fibras que podemos usar, como sedas de cânhamo, um tecido muito verde que devolve nitrogênio ao solo.
O estilista cameronês de alta-costura ecológica Anggy Haif trabalha há dez anos com fibras naturais que incluem ráfia, casca de árvores e sementes colhidas na floresta.
- Comecei porque vi que, em meu país, os têxteis modernos tinham tomado o lugar dos tradicionais, que estavam desaparecendo. A ideia foi revigorar o artesanato tradicional local.
Hoje o mercado está ótimo em meu país e está se espalhando na África.
Mas o estilista dinamarquês Ingwersen disse que a moda verde pode perder força se os consumidores não encontrarem roupas que tiverem vontade de vestir.
- Se não inspirarmos outros estilistas, o usuário final e a mídia da moda, esta tendência vai morrer dentro de dois ou três anos e não terá passado de um modismo passageiro.
Fonte: http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/saiba-mais-sobre-a-moda-ecologica-20100123.html
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Além de resistentes, as sacolas (e bolsas, por que não?) desse material são versáteis, como comprova outra adepta, a brasileira Marisa Miani. "Um nova-iorquino mandou colocar alças de couro nas bolsas que encomendou comigo. Ficaram lindas!", conta a dona do blog euquefiz-vovobaisa.blogspot.com. A belezura, no entanto, não basta para fazer de você um consumidor consciente e na moda.
Em pesquisa realizada por uma rede de TV norte-americana, a infectologista Michelle Barron, da Universidade do Colorado, analisou ecobags de diversos materiais e constatou que mais da metade estava repleta de bactérias de risco considerável ou elevado. Mas nada de pânico. Basta não misturar alimentos (carnes com verduras ou frutas) e lavar a sacola após o uso com água e alvejante ou somente água quente, secando-a ao sol.
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Moda Ecológica
Alguns processos convencionais como a limpeza de lã, o curtimento e descoramento de couros e o tingimento e estampamento de tecidos consomem grandes quantidades de água, energia ou substâncias químicas tóxicas, além de emitir efluentes.
Lucas Assunção, da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), disse que a indústria da moda vem respondendo à demanda por moda ecologicamente sustentável e fibras naturais que sejam belas.
Hoje a moda ecológica atrai entre R$ 270 milhões (US$ 150 milhões) e R$ 362 milhões (US$ 200 milhões) em vendas por ano, o que para ele representa "uma parcela cada vez mais importante do mercado.
A estilista britânica Sarah Ratty, da Ciel, usa tecidos feitos de fibras naturais ou produzidos de maneira ambientalmente correta, muitos dos quais ainda não chegaram ao conhecimento da maioria dos consumidores.
- Quando pensam em moda verde, muitas pessoas pensam apenas em algodão orgânico.
Mas há muitas outras fibras que podemos usar, como sedas de cânhamo, um tecido muito verde que devolve nitrogênio ao solo.
O estilista cameronês de alta-costura ecológica Anggy Haif trabalha há dez anos com fibras naturais que incluem ráfia, casca de árvores e sementes colhidas na floresta.
- Comecei porque vi que, em meu país, os têxteis modernos tinham tomado o lugar dos tradicionais, que estavam desaparecendo. A ideia foi revigorar o artesanato tradicional local.
Hoje o mercado está ótimo em meu país e está se espalhando na África.
Mas o estilista dinamarquês Ingwersen disse que a moda verde pode perder força se os consumidores não encontrarem roupas que tiverem vontade de vestir.
- Se não inspirarmos outros estilistas, o usuário final e a mídia da moda, esta tendência vai morrer dentro de dois ou três anos e não terá passado de um modismo passageiro.
Fonte: http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/saiba-mais-sobre-a-moda-ecologica-20100123.html
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